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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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EXCESSO DE SAL NO SOLO DESTRÓI TERRENOS DO TAMANHO DE MANHATTAN TODAS AS SEMANAS

Mäyjo, 02.07.15

Excesso de sal no solo destrói terrenos do tamanho de Manhattan todas as semanas

Um novo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) revela que o excesso de sal no solo destruiu, ao longo dos últimos 20 anos, cerca de 20% de todos os terrenos mundiais irrigados – uma área equivalente ao tamanho da França. Tal corresponde à destruição diária média de 2.000 hectares de plantações irrigadas em zonas áridas ou semiáridas espalhadas por 75 países nas últimas duas décadas.

Em 2050, a população mundial deverá atingir os 10 mil milhões de pessoas e, como tal, a civilização humana não se pode dar ao luxo de perder terrenos agrícolas férteis e aráveis. A quantidade de terra destruída pelo excesso de sal aumentou de 45 milhões de hectares, em 1990, para 62 milhões na actualidade.

A destruição de terrenos pelo sal acontece em zonas onde a precipitação é muito baixa para gerar um fluxo regular de águas pluviais através do solo e onde a irrigação é praticada sem um sistema de drenagem natural ou artificial. O sal começa então a acumular-se no solo, mesmo que a irrigação seja feita com a água mais fresca possível, e à medida que a água evapora, a partículas salgadas vão-se acumulando nos terrenos. Adicionalmente, as plantações filtram selectivamente o sal da água através dos seus sistema radiculares, concentrando ainda mais a carga de sal no solo, refere o Inhabitat.

O estudo, “Economics of salt-induced land degradation and restoration”, foi publicado na Natural Resources Forum. Adicionalmente, o documento revela ainda os custos extensivos da salinização, que incluem €21,9 mil milhões em perdas agrícolas por ano.

Foto: BITS_flux / Creative Commons